sexta-feira, 27 de maio de 2011

Graduação em letras: oportunidades vão muito além da carreira em sala de aula

Dar aulas de português ou de outros idiomas não é o único mercado para quem cursa graduação em letras. A demanda por tradutores e editores tem sido cada vez maior, segundo o professor do Centro de Comunicação e Letras do Mackenzie, Ronaldo de Oliveira Batista. “O mercado para quem se forma é amplo. Professores têm emprego garantido, e o mercado editorial tem preferido profissionais formados em letras”, diz.

O aluno pode escolher entre a licenciatura, para dar aulas, ou o bacharelado, para trabalhar como tradutor e editor. No Mackenzie, o aluno faz os três primeiros anos de licenciatura e, no último ano, as disciplinas de bacharelado.

Ao final do curso, tem ambas as habilitações. Há também uma série de disciplinas optativas que o aluno pode cursar dependendo do idioma que escolher estudar, geralmente inglês ou espanhol.

O estágio é obrigatório. São 400 horas a serem cumpridas em instituições de educação básica durante os dois últimos anos do curso. Há faculdades que permitem o estágio já nos primeiros anos da graduação.

Para os candidatos ao curso, Batista dá a dica. “O aluno deve estar preparado para integrar várias áreas diferentes do conhecimento, relacionando a língua com história, literatura e outras disciplinas.”

Estudante faz estágio desde primeiro ano
No início, aluna trabalha em plantão de dúvidas de curso de português para estrangeiros. A estudante Fernanda Vilas Boas Ferrari, de 19 anos, ainda está no primeiro ano do curso de letras, mas já faz o seu segundo estágio na área.

Há dois meses lá trabalha duas vezes por semana no centro de idiomas da Universidade Presbiteriana Mackenzie, onde tira dúvidas dos alunos de português para estrangeiros. “Também ajudo os professores a selecionar exercícios para as aulas”, diz ela, que no início do ano estagiou em uma escola pública, onde lecionava para alunos das quinta e sexta séries.

A experiência fez com que Bruna, que planeja ser tradutora de livros, incluísse também o ensino nos seus planos para o futuro. “Gostei muito de trabalhar com o ensino fundamental. Se você dá uma boa aula, consegue formar uma base consistente para que o aluno tenha um bom desempenho no ensino médio”, explica a estudante. O curso de letras foi a escolha de Bruna por causa da sua paixão pelas línguas portuguesa e inglesa, o que, segundo ela, é essencial para qualquer interessado na graduação. “Tem de gostar muito da matéria porque é preciso ler livros teóricos sobre gramática e linguística ”, diz.

Ligia Aguilhar
ESPECIAL PARA O ESTADO

 
Fonte: site CM Consultoria

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